quinta-feira, 22 de julho de 2010

Poeminha Amoroso

Este é um poema de amor tão meigo, tão terno, tão teu...
É uma oferenda aos teus momentos de luta e de brisa e de céu...
E eu, quero te servir a poesia numa concha azul do mar ou numa cesta de flores do campo. Talvez tu possas entender o meu amor. Mas se isso não acontecer, não importa.
Já está declarado e estampado nas linhas e entrelinhas deste pequeno poema, o verso; o tão famoso e inesperado verso que te deixará pasmo, surpreso, perplexo...
Eu te amo, perdoa-me, eu te amo...
(Cora Coralina)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Bom Dia

BOM DIA...

A vida pode ficar muito pequena
quando olhamos para ela como
olhar estreito.
O tédio acontece quando nos afastamos
da capacidade
de nos encantarmoscom as coisas mais
simples do mundo.
Porque para se estar aqui comum pouco que
seja de conforto na alma há que se ter riso.
Há que se ter fé.
Há que se tera poesia dos afetos.
Há que se ter um olhar viçoso.
E muita criatividade.

(Ana Jácomo)

Doida e Santa

Inaugurando a caminhada por essa terra, ainda desconhecida e que irei desbravar aos poucos.

A SERENATA
(Adélia Prado)
Uma noite de lua pálida e gerânios ele
viria com boca e mãos incríveis tocar flauta no jardim.
Estou no começo do meu desespero e só vejo dois
caminhos:ou viro doida ou santa.Eu que rejeito e exprobo o que não
for natal como sangue e veias descubro que estou chorando todo dia,
os cabelos entristecidos, a pele assaltada de indecisão.
Quando ele vier, porque é certo que vem, de que modo vou
chegar ao balcão sem juventude?A lua, os gerânios e
ele serão os mesmos- só a mulher entre as coisas envelhece.
De que modo vou abrir a janela, se não for doida?
Como a fecharei, se não for santa